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Publicado em 24/06/2015 - Atualizado 07/02/2019

5 estágios e múltiplas formas de tratamento: saiba como o câncer de bexiga pode ser combatido

5 estágios e múltiplas formas de tratamento: saiba como o câncer de bexiga pode ser combatido

O câncer de bexiga pode acometer ambos os sexos, porém a maior incidência é observada nos homens. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), pelo menos oito mil novos casos de câncer de bexiga surgem todos os anos. Vale ressaltar que a principal manifestação clínica do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina.

Quando diagnosticado o tumor pode se enquadrar em cinco estágios diferentes:

  • Fase I – O câncer nesta fase ocorre no revestimento interno da bexiga, mas ainda não invadiu a parede muscular da bexiga.
  • Fase II – Nesta fase o câncer já invade a parede da bexiga, mas ainda está confinado somente a este órgão.
  • Fase III – As células cancerosas se espalharam, através da parede da bexiga, para o tecido circundante. Eles também podem ter se espalhado para a próstata nos homens ou para o útero ou vagina nas mulheres.
  • Fase IV – Nesta fase, as células cancerosas podem ter se espalhado para os nódulos linfáticos e/ou outros órgãos, como os pulmões, ossos ou fígado.

O diagnóstico precoce dos tumores beneficia o paciente que pode ter mais chances com o resultado dos tratamentos, evitando que a doença se agrave. Manter consultas regulares com um médico, fazer acompanhamentos anuais com exames e procurar um especialista sempre que sentir algum incômodo é oferecer mais chance a si mesmo de tratar uma doença como o câncer.

Tratamentos para o câncer de bexiga

As opções de tratamento para o câncer de bexiga dependem de uma série de fatores, incluindo o tipo e estágio do câncer e a saúde geral do paciente. O médico poderá explicar quais as particularidades de cada tipo e determinar quais tratamentos são melhores para você.

Os procedimentos cirúrgicos

Cirurgia para câncer de bexiga em estágio inicial: Se o câncer é ainda pequeno e superficial o médico poderá recomendar uma cirurgia endoscópica para remover o tumor. O procedimento é conhecido como ressecção transuretral (RTU). Durante a RTU o médico retira o tumor em pequenas fatias internas, que devem também abranger amostras das camadas musculares da bexiga para avaliar corretamente o grau de profundidade do tumor em relação ao músculo da bexiga. Em alguns casos, um laser de alta energia pode ser utilizado em vez da corrente eléctrica.

Cirurgia para câncer de bexiga invasivo: Se o câncer já invade as camadas mais profundas da parede da bexiga, pode estar indicada a remoção da bexiga (cistectomia radical). A cistectomia radical é uma operação para remover a totalidade da bexiga, bem como os nódulos linfáticos circundantes. Nos homens, a cistectomia radical tipicamente inclui a remoção da próstata e das vesículas seminais junto com a bexiga.

A remoção da próstata e vesículas seminais pode causar disfunção erétil, mas em muitos casos, o cirurgião pode tentar poupar os nervos relacionados à ereção, buscando preservá-la parcialmente ou totalmente. Nas mulheres, a cistectomia radical envolve a remoção do útero, ovários e parte da vagina. A remoção dos ovários pode causar infertilidade e menopausa prematura.

A terapia imunológica (imunoterapia)

A imunoterapia estimula o sistema imunológico a fazer o combater das células cancerosas e é normalmente administrada através da uretra e diretamente na bexiga (terapia intravesical). Esse tratamento é realizado com uma bactéria atenuada (em que sua capacidade de infectar foi muito diminuída) mas que continua mantendo a propriedade de estimular o sistema imunológico a reagir. O Bacilo de Calmette-Guerin (BCG) é uma bactéria utilizada em vacinas contra a tuberculose que estimula o organismo a reagir cruzadamente contra as células do câncer de bexiga.

É um tratamento extremamente importante para os pacientes que apresentaram câncer superficial de bexiga para evitar que novos tumores apareçam. Em geral esse tratamento é feito de forma semanal por 6 semanas, podendo ser estendido.

Quimioterapia

A quimioterapia usa drogas para matar células cancerosas. Esses medicamentos podem ser dados através de uma veia do braço, ou podem ser administrados diretamente na bexiga por meio de um tubo através da uretra . A quimioterapia pode ser utilizada para matar as células cancerosas que tenham permanecido após a cirurgia. Ela também pode ser usada antes da cirurgia. Neste caso, a quimioterapia pode encolher um tumor o suficiente para permitir ao cirurgião realizar uma cirurgia menos invasiva ou mais resolutiva. A quimioterapia é por vezes combinada com a terapia de radiação.

A terapia de radiação (radioterapia)

A radioterapia é usada com pouca frequência em pessoas com câncer de bexiga. Esse tipo de tratamento utiliza raios de alta energia que visam destruir as células cancerosas. A terapia de radiação para câncer de bexiga geralmente vem de uma máquina que se move em torno do corpo, direcionando os feixes de energia para pontos precisos. A terapia de radiação pode, eventualmente, ser usada após a cirurgia para matar células cancerosas que possam ter ficado.

Cuidados para prevenção

Embora não haja nenhuma maneira garantida de prevenir o câncer de bexiga, algumas medidas ajudam a reduzir o seu risco:

  • Não fume;
  • Caso trabalhe com produtos químicos tome cuidado e siga exatamente as orientações de segurança para o manuseio;
  • Escolha uma dieta rica em frutas e legumes e sempre beba bastante água, ela pode diluir e expulsar mais rapidamente da bexiga as substâncias tóxicas, além de ser um hábito saudável para todo organismo.

Quer saber mais informações sobre os tratamentos, prevenção e cuidados a respeito dos tumores do aparelho urinário? Navegue em nosso site e procure conteúdos que poderão responder suas dúvidas.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 5179 RQE 9107

Formado em medicina e mestre em ciências médicas pela UFSC, o Dr. Aguinel Bastian Júnior é doutor pela USP e desde sua especialização dedica-se ao estudo e tratamento onco-urológico. É membro da equipe do NeoUro – Núcleo de Estudos em Onco-urologia da Uromed.   Ver Lattes