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Por: - Urologista - CRM 5471 RQE 1892
Publicado em 10/12/2015 - Atualizado 07/02/2019

Como funciona e quais são os principais benefícios do uso do laser no tratamento da litíase

Como funciona e quais são os principais benefícios do uso do laser no tratamento da litíase

Um cenário tem sido mais comum do que se imagina. A pessoa crê estar bem, sem nenhum problema de saúde, e de uma hora para a outra, sem explicação aparente, começa a sentir uma intensa dor lombar que se irradia até o abdome. O desconforto é tanto que a única solução é procurar um médico. Feitos os exames, vem o diagnóstico: cólica renal. E agora?

Há só uma alternativa: realizar um bom tratamento para se ver livre do desconforto. Mas qual? Isso depende do caso, das características do quadro, do tamanho das pedras, da localização delas e de quantas são. Isso tudo o médico urologista vai avaliar por meio de um exame de imagem. Pode ser uma tomografia computadorizada do abdome, que detecta a maioria dos cálculos renais – outra denominação para as pedras nos rins, assim como litíase – uma ultrassonografia e/ou uma radiografia.

Tratamento a laser

Para tratar os cálculos, o mais indicado são os tratamentos que fragmentam o cálculo renal, utilizando para isso métodos não cirúrgicos e equipamentos modernos, que podem utilizar como fonte de energia o laser.

A cirurgia a laser é minimamente invasiva e permite, ao médico, visualizar de forma precisa o cálculo no local em que está localizado no organismo. A boa visibilidade gerada pela tecnologia de ponta torna possível ao profissional que realiza o procedimento atingir apenas o cálculo, preservando os tecidos naturais vizinhos. Além disso, o tratamento a laser reduz o tempo de internação hospitalar e detém alta taxa de sucesso.

Procedimentos mais realizados

Um procedimento muito utilizado para tratamento do cálculo renal e também um dos mais modernos disponíveis é a Endoscopia Flexível com Holmium Laser. Nele, o médico chega até o local em que está localizado o cálculo pelos canais naturais do corpo humano utilizando instrumentos de fibra ótica. Ao conseguir visualizar a pedra, utiliza o Holmium laser para reduzir o tamanho do cálculo para uma espessura inferior a 1 milímetro. Nesse tamanho, a pedra é facilmente expelida pela urina.

O Holmium laser também é utilizado para fragmentação das pedras que migram para o canal que conduz a urina dos rins à bexiga, o ureter. Nesse caso, é feita uma Ureterolitotripsia (ou ureterorrenolitotripsia), em que equipamentos finos e delicados conduzem o laser pelo canal para fragmentar os cálculos. Posteriormente, os fragmentos são retirados com pinças/cestas especiais.

O processo de fragmentação das pedras nos rins com dimensão acima de 2 centímetros também usa o Holmium laser no procedimento denominado Nefrolitotripsia percutânea, em que os fragmentos são retirados do rim a partir de uma pequena incisão na pele. O acesso a eles é feito por intermédio da utilização de uma agulha de punção e um fio guia que são introduzidos no corpo pela região lombar.

Em qualquer um dos procedimentos o uso do laser reduziu os riscos envolvidos nos tratamentos da litíase e aumentou as taxas de sucesso na solução do problema, sem contar a diminuição do tempo de internação. Contudo, nada é mais eficaz contra as pedras nos rins do que a prevenção. Nossas dicas para evitar o problema constam em outros artigos. Todos estão disponíveis no site para consulta.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 5471 RQE 1892

Formado em medicina e mestre em ciências médicas pela UFSC, o Dr. Edibert Melchert é especializado em endourologia e videolaparoscopia. Foi coordenador do Departamento de Endourologia da Sociedade Brasileira de Urologia e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, secção SC.   Ver Lattes