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Publicado em 05/04/2019

Saiba a importância de detectar e prevenir a disseminação do HPV

Saiba a importância de detectar e prevenir a disseminação do HPV

O HPV (papilomavírus humano) é o nome dado a um grupo de vírus, com mais de 150 tipos diferenciados, que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres. A presença do vírus está relacionada com o contágio sexual e, por esse motivo, o HPV é considerado uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), segundo o Ministério da Saúde.

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Entre os sintomas mais comuns da doença, encontram-se o aparecimento de verrugas na vagina, pênis e ânus. No entanto, boa parte das infecções por HPV são assintomáticas, sendo que algumas lesões podem passar despercebidas – são as chamadas lesões subclínicas. Mesmo que não apresente sintomas,, é importante consultar um médico regularmente para avaliação do organismo, já que, se não tratada a infecção por HPV por agravar-se e comprometer a saúde do indivíduo. 

Mas, como detectar o HPV?

Por ser uma infecção que pode não apresentar sintomas, não é tão simples detectar a presença do HPV, mas, com atenção a pequenos sinais, é possível constatar a necessidade de visitar um médico para o diagnóstico adequado.

Na maioria dos casos, as dores na região genital são acompanhadas das verrugas, que nos homens, recebem o popular nome de “crista de galo”. As primeiras manifestações do HPV podem surgir entre 2 a 8 meses, ou, em alguns casos, até 20 anos após a infecção do vírus.

Apesar das inúmeras informações disponíveis online, a melhor forma para detectar se a pessoa está com HPV é por meio de um exame médico. Nos homens, é feita a observação da região peniana (peniscopia) e exames de sangue. Por esse motivo, é importante consultar um um urologista. Para as mulheres, é possível requisitar exames de HPV e papanicolau na consulta ginecológica. 

Tratamento e prevenção do HPV

De acordo com dados do Projeto POP-Brasil-Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, lançada pelo Ministério da Saúde, cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 a 25 anos estão infectados pelo HPV, sendo que 38,4% dos participantes do estudo apresentaram risco para o desenvolvimento de câncer.

Apesar de tratável, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) também confirma o que foi exposto pela pesquisa  do Ministério da Saúde. Dos 150 tipos de HPV existentes, 40 deles podem infectar a região anal e genital, e desse número, 13 variedades são consideradas oncogênicas, isto é, podem causar tumores.

câncer de pênis, por exemplo, apesar da pouca incidência em homens (cerca de 0,5%), é um dos mais suscetíveis ao vírus HPV, sendo que foi encontrado DNA do papilomavírus humano entre 40% a 50% dos casos (SANTOS; MAIORAL; HAAS, 2011). Segundo o Inca, o índice é maior entre as mulheres, sendo que o vírus HPV é responsável por cerca de 70% dos cânceres do colo do útero.

A maneira mais eficaz de se prevenir o HPV é por meio da vacinação, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, e pode diminuir em até 98% da incidência de verrugas e outras doenças. No caso de pacientes que já foram diagnosticados com HPV, o Ministério da Saúde recomenda a destruição das lesões e verrugas anogenitais (região genital e no ânus). Para isso, é necessário que o tratamento seja individualizado, considerando a extensão, quantidade e localização das lesões.

Podem ser utilizados recursos químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade, em tratamento domiciliares (imiquimode e podofilotoxina) ou ambulatoriais (como o ácido tricloroacético – ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia), conforme indicação médica. 

A importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce contribui com o tratamento eficaz do HPV. Na maior parte das vezes, o sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus – as chances melhoram com a ingestão de vitamina C e prescrição medicamentosa. Por isso, é essencial realizar um acompanhamento regular, que poderá promover medidas preventivas tanto para o paciente quanto para seu(s) parceiro(s).

Conte com o corpo clínico da Uromed para realizar seu acompanhamento e pré-agende uma consulta on-line.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 5179 RQE 9107

Formado em medicina e mestre em ciências médicas pela UFSC, o Dr. Aguinel Bastian Júnior é doutor pela USP e desde sua especialização dedica-se ao estudo e tratamento onco-urológico. É membro da equipe do NeoUro – Núcleo de Estudos em Onco-urologia da Uromed.   Ver Lattes