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Por: - Urologista - CRM 2965 RQE 218
Publicado em 06/10/2015 - Atualizado 07/02/2019

Saiba a importância de detectar e prevenir a disseminação do HPV

Saiba a importância de detectar e prevenir a disseminação do HPV

As doenças sexualmente transmissíveis podem causar danos a saúde, como é o caso do papilomavírus humano, o HPV. Esse tipo de vírus é capaz de infectar a pele ou as mucosas e existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato genital.

Nos homens, a infecção pode causar lesões popularmente conhecidas como “crista de galo”, verrugas que acometem a região genital. Existe também o risco de desenvolver câncer de pênis. Nas mulheres, além das lesões na região genital também é possível identificar a ligação da manifestação de alguns tipos de vírus com o câncer do colo do útero e vagina, e essas são as complicações mais preocupantes desta DST.

Manifestação da doença

O HPV é uma das DSTs mais frequentes, e nem sempre apresenta sintomas. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus e não perceber, e o risco da transmissão está exatamente neste fator. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões, o que os médicos chamam de infecção latente.

Qual é a relação entre HPV e câncer?

Naqueles casos nos quais a infecção persiste pode ocorrer o desenvolvimento de lesões que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir até o surgimento do câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca. Isso acontece quando a infecção é por um dos subtipos que possuem carga viral oncogênica (com potencial para causar câncer).

Potencial oncogênico

Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar câncer. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Vacina contra HPV

No Brasil, desde 2014, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou e autorizou a aplicação de vacinas preventivas contra o HPV. O principal objetivo é proteger as mulheres, e a maior eficácia é observada na vacinação das meninas, antes que elas iniciem a vida sexual. Indicada a partir dos 9 anos as vacinas estão disponíveis na rede pública e particular.

Prevenção

Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Esse percentual pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Devido ao fato de muitos tipos serem assintomáticos, é indispensável o uso de preservativo em todas as relações sexuais, e mesmo assim, o contato com mucosas afetadas podem transmitir o vírus.

A importância de ter conhecimento sobre ser um portador do vírus tem atenção especial para evitar complicações de saúde, porém, principalmente para evitar que o vírus continue sendo transmitido em grande escala.

Acompanhamento médico de rotina

Para que os riscos de complicações sejam minimizados é recomendado o acompanhamento frequente com a realização de consultas de rotina. As mulheres precisam fazer os exames preventivos, como Papanicolaou ou citopatológico com o Ginecologista e os homens podem consultar com um médico Urologista caso algum lesão seja observada na região genital.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 2965 RQE 218

O Dr. Ivam Moritz é formado em medicina pela UFSC e especialista em urologia pelo Hospital Governador Celso Ramos. Seu principal interesse é a Urologia Geral.