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26 de janeiro de 2016

Atenção: a presença de sangue na urina é sinal de câncer na bexiga

Atenção: a presença de sangue na urina é sinal de câncer na bexiga

A bexiga é um órgão esférico localizado na bacia. Tem como função armazenar a urina depois dela ser filtada pelos rins. Na parte interna, o órgão é revestido pelo epitélio, um tecido formado por células especiais, capazes de se expandir para armazenar urina. O câncer na bexiga surge nestas células, que estão suscetíveis à doença como qualquer outra célula presente no organismo humano.

Em 90% dos casos, o principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina. A condição é conhecida como hematúria e a principal característica é a alteração na cor do xixi, que fica com aspecto avermelhado. O sintoma pode ser um indicativo de outras doenças, no entanto, nunca deve ser ignorado. Pelo contrário, é um sinal evidente de que algo está comprometendo a saúde do organismo e é preciso procurar um urologista para investigar a causa e restabelecer a saúde.

Há sangue na urina: e agora?

As queixas mais comuns, que levam às pessoas à agendar uma consulta com o urologista, são dor e o sangue na urina. O médico, então, examina o paciente e solicita os exames pertinentes, que podem incluir uma cistoscopia. Este exame consiste na indução de uma câmera fina, pelo canal da urina, até a bexiga, que permite ao médico a visualização do epitélio para identificar se há lesões ou algum tumor.

Tratar o câncer de bexiga quando a doença é diagnosticada no início é mais fácil. Primeiro, porque em 80% dos casos o tumor é superficial. Segundo, o tamanho do tumor é pequeno, semelhante a uma verruga, o que facilita a remoção. A retirada do tumor é feita com o auxílio de um aparelho, equipado com uma câmera, que o médico conduz pelo canal da urina até a bexiga para raspar o tumor. Em alguns casos, o urologista pode indicar uma terapia complementar com BCG, uma espécie de vacina que é aplicada dentro do órgão para estimular a reação imunológica do epitélio e evitar que novos tumores apareçam.

Em mais de 20% dos casos, quando o médico já tem acesso para remover esse tumor, o câncer já está invasivo, ou seja, já infiltrou a parede muscular da bexiga. Nesse estágio, tratar a doença é mais complexo, mas ainda com chances de cura se a doença não apresentar metástases. Muitas vezes os tratamentos possíveis são a extração da bexiga, por meio de cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, entre outros.

O cigarro é o vilão

O principal fator de risco para o câncer de bexiga é o cigarro. O fumante possui muito mais chances de desenvolver um câncer de bexiga do que os não fumantes, de acordo com um levantamento divulgado no início de 2013 pelo Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp).

A pesquisa mostrou que aproximadamente 65% dos homens e 25% das mulheres  diagnosticadas com câncer de bexiga têm relação com o tabagismo. A explicação está no fato de os agentes metabólicos do cigarro, inalados junto com a fumaça, irritarem o revestimento delicado do aparelho urinário, o que, no longo prazo, pode desencadear o câncer de bexiga.

A mudança de hábitos, como parar de fumar, ter uma alimentação saudável e ficar atento à alterações na saúde é a melhor forma de prevenir qualquer doença, inclusive o câncer de bexiga. Faz parte dessa lista, também, a prática de atividades físicas e outras sugestões que estão disponíveis aqui.