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25 de junho de 2017

Hiperplasia benigna da próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos

Hiperplasia benigna da próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos

Cerca de 50% da população masculina apresenta algum grau de hiperplasia benigna da próstata (HPB) após os 50 anos, de acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Este tipo de achado é caracterizado pelo crescimento benigno da glândula e é muito frequente nos homens.

A causa exata da HPB ainda é desconhecida, mas acredita-se que o surgimento da doença esteja relacionado à testosterona, hormônio masculino produzido pelos testículos, e às proteínas sintetizadas no interior da próstata, conhecidas como fatores de crescimento.

Existem, ainda, alguns fatores de risco que elevam a possibilidade de um homem desenvolver hiperplasia benigna da próstata. Um deles é a herança genética. Caso o pai tenha realizado qualquer cirurgia na glândula, a chance de o filho manifestar HPB torna-se três vezes maior em comparação aos homens que não possuem casos semelhantes na família.

Sintomas, diagnóstico e tratamento da hiperplasia benigna da próstata

Os primeiros sinais da HPB são:

  • dificuldade para urinar;
  • jato de urina fraco;
  • sensação de que a bexiga ainda precisa ser esvaziada, mesmo depois de urinar;
  • idas mais frequentes ao banheiro durante a noite;
  • vontade incontrolável de urinar.

A presença de sangue na urina (hematúria), a infecção urinária de repetição, a formação de cálculos na bexiga, a retenção urinária e a insuficiência renal são algumas das condições que podem ser desencadeadas pela hiperplasia benigna da próstata, geralmente, em casos mais avançados. Caso sejam diagnosticadas por um urologista, elas precisam ser investigadas, principalmente se o homem possuir histórico familiar de doenças na próstata e estiver na faixa etária considerada de risco para o surgimento da HPB (acima dos 40 anos).

Para o diagnóstico, pode ser necessário realizar o exame de toque retal, além de alguns exames clínicos complementares, entre eles, o de PSA (Antígeno Prostático Específico, que é verificado pelo sangue), urina, uma ultrassonografia das vias urinárias e uma urofluxometria (realizada para avaliar a força do jato de urina e quanto tempo leva para esvaziar  a bexiga).

O tratamento inicial para hiperplasia benigna da próstata consiste, basicamente, na observação. Periodicamente, o homem com HPB deve retornar ao consultório do urologista para repetir os exames e verificar se houve alguma mudança no quadro desde a última visita. A hiperplasia, quando não manifesta sintomas ou consequências aos pacientes, não merece preocupação.

Nos casos em que os sintomas importunam, o médico pode prescrever medicamentos para amenizá-los e deter o crescimento da glândula. A prostatectomia (remoção parcial ou total da próstata) só é indicada em último caso, quando o tratamento clínico não surte efeito ou os sintomas são muito graves.