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Publicado em 02/11/2015 - Atualizado 07/02/2019

Tratamento para a fimose na infância previne doenças e complicações

Tratamento para a fimose na infância previne doenças e complicações

Nos primeiros meses de vida dos meninos é comum que o pênis tenha o prepúcio colado à glande. O prepúcio é uma pele de proteção para a glande e quando essa aderência persiste, ocorre o que denominamos fimose (impossibilidade de retrair a pele do pênis para expor a glande). Até os três anos, 90% dos meninos tem a situação normalizada e não sofrem nenhuma complicação. Aos 17 anos, cerca de 1% dos jovens permanecem com a aderência sem conseguir expor a glande. Essa condição leva a problemas de higiene e também pode prejudicar a atividade sexual no futuro, sendo necessário tratar.

Causas da fimose

A maior causa da fimose são os processos inflamatórios repetitivos em virtude da higienização inadequada e o trauma causado pelas manobras de forçar a abertura do prepúcio.

Tratamento

Quando a criança tem acompanhamento regular com um pediatra o médico observa o desenvolvimento normal e ao detectar a fimose pode iniciar o tratamento com cremes ou pomadas aplicada no local. O ideal é que nenhum tratamento local seja feito antes dos cinco anos. Nos casos em que não é possível resolver é indicado o tratamento cirúrgico.

Por que a cirurgia de fimose é necessária?

Se a fimose não for tratada de maneira adequada podem surgir problemas relacionados ao fechamento do prepúcio, entre eles a dificuldade em realizar a higiene correta do pênis, o que pode levar até a inúmeros problemas locais, sendo relatados até casos de câncer de pênis. Além disso, a cirurgia diminui o risco de infecções urinárias.

Evite tratamento por conta própria

Assim como é comum observar situações de fimose, também é comum saber de pais e mães que, preocupados com a situação, tentam ajudar realizando exercícios e massagens forçadas, porém os médicos alertam que esses movimentos podem machucar a criança, causar dor, inflamação e até fibrose cicatricial, tornando obrigatória uma operação.

Além dos traumas físicos, também podem ser desenvolvidos desconfortos emocionais. Se a criança sentir dor e medo quando alguém mexe em seus genitais pode haver uma interferência na higiene íntima, na possível realização de uma cirurgia e no pós-operatório, podendo interferir ainda no amadurecimento sexual.

Prevenção

O que previne que a aderência da pele se torne uma fimose que exige tratamento é a observação e acompanhamento regular com o pediatra nos primeiros anos de vida. Deve ser feita também uma adequada higienização, a prevenção de assaduras graves  e evitar os movimentos forçados para expor a glande.

Não dispense a consulta médica

Se você é pai ou mãe de um menino e desconfia que ele tem uma fimose, procure o(a) seu pediatra. Se for necessário, seu filho será encaminhado para um cirurgião especialista. Somente um profissional especializado poderá orientar e indicar o tratamento mais apropriado.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 8402 RQE 4270

Formado em medicina pela UFSC, o Dr. Luís Felipe Piovesan é especialista em urologia pela Fundació Puigvert, Barcelona, e doutor em urologia pela USP. É coordenador científico do Hospital Governador Celso Ramos e foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, secção SC. Seus principais interesses são a urologia oncológica e tumores urológicos.   Ver Lattes