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24 de agosto de 2017

Câncer de próstata causa disfunção erétil?

Câncer de próstata causa disfunção erétil?

A disfunção erétil é um efeito colateral previsto em qualquer uma das formas de tratamento para o câncer de próstata, seja ele a cirurgia (prostatectomia radical), radioterapia ou tratamento hormonal. Ou seja, a ideia de que o câncer de próstata causa disfunção erétil não é totalmente correta. A condição é uma consequência do tratamento.

Como o câncer de próstata causa disfunção erétil

O estímulo para ereção chega ao corpo cavernoso do pênis por um conjunto de nervos, muito delicados e frágeis, que ficam localizados na região póstero-lateral da próstata, justapostos a ela. Nem sempre os feixes vásculo nervosos podem ser preservados. Alguns fatores que influenciam na preservação desta anatomia são: grau de crescimento tumoral, estadiamento da doença, obesidade do paciente, tamanho da próstata, habilidade e experiência da equipe cirúrgica, nível de função erétil prévia à cirurgia, doenças associadas e idade do paciente.

Na maioria das vezes a prostatectomia radical é realizada se o tumor está contido à glândula, sendo esta a opção de tratamento que oferece as maiores chances de cura da neoplasia. Geralmente seis meses após à cirurgia podem ser feitos os exames para mostrar se houve lesão nos nervos adjacentes ou não.

Um estudo recente mostrou que, um ano após a cirurgia, cerca de 60% dos pacientes recuperam a ereção quando a cirurgia é realizada por equipes experientes. A idade também influencia nesse resultado, assim como as condições de saúde. Em homens com idade abaixo de 65 anos a taxa de manutenção da função erétil é maior, assim como em homens que não têm problemas de saúde como diabetes, hipertensão, colesterol elevado, tabagismo e doenças cardíacas.

Há alternativas para driblar a disfunção

Até um ano após a cirurgia, os urologistas normalmente recomendam medidas mais simples para contornar a falta de ereção, como medicamentos orais ou injeções intracavernosas, usadas para aplicar substâncias vasodilatadoras que induzem a ereção peniana. Mas, persistindo o problema depois deste período, começa-se a considerar a possibilidade de realizar uma cirurgia de implante de prótese peniana.

Uma boa recuperação do câncer de próstata, praticamente sem efeitos colaterais, só é possível se o homem começar as consultas anuais com o urologista a partir dos 45 anos para realizar os exames de PSA (antígeno prostático específico) e de toque retal que ajudam a detectar a doença precocemente. Caso o tumor seja descoberto em estágio inicial, quando os sintomas praticamente não são percebidos, às vezes nenhuma forma de tratamento radical é necessária provisoriamente.