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Publicado em 15/07/2021 - Atualizado 28/07/2021

Prótese peniana: tratamento definitivo para disfunção erétil

Prótese peniana: tratamento definitivo para disfunção erétil

Muitos homens têm vergonha de conversar sobre as suas disfunções e procurar ajuda médica para traçar um tratamento quando há algo errado. Devido a esse tabu, eles deixam de conhecer os diferentes procedimentos que visam auxiliar os pacientes a recuperarem uma vida sexual saudável. Um desses tratamentos é a prótese peniana.

Também chamada de implante peniano, o dispositivo é introduzido, por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, nos canais que são responsáveis pela ereção. Por ter esse nome, muitas vezes, é confundido com uma cirurgia para o aumento do órgão, mas esse tipo de procedimento não é reconhecido e nem recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia.

Quer saber mais sobre como funciona a prótese peniana, a cirurgia de implante e em quais casos é indicada? Continue lendo o nosso artigo e confira.

O que é a prótese peniana?

A prótese peniana é um dispositivo implantado no pênis que tem como principal objetivo combater a disfunção erétil. Esse problema tem grandes impactos para a vida sexual e para a autoestima do homem, principalmente quando ocorre após o tratamento de alguma patologia, como é o caso do câncer de próstata.

Essa solução para a impotência sexual foi pensada em 1952 e era feita com placas de acrílico, o que causava um alto nível de complicações. A técnica foi evoluindo, até que, em 1973, houve a invenção de modelo que é utilizado hoje. Desde então, algumas mudanças ocorreram para proporcionar mais conforto e permitir que o paciente tenha uma vida normal.

Atualmente, a prótese peniana é um dos tratamentos mais indicados para a disfunção erétil grave e consegue melhorar a qualidade de vida do paciente, tanto os mais novos quanto os mais velhos.

Quando a prótese peniana é indicada?

Para compreender a indicação da prótese peniana, é essencial saber um pouco mais sobre a impotência sexual, problema que impossibilita a ereção. Essa doença afeta cerca de 45% dos homens e se divide em três níveis de gravidade:

  • mínima ou leve: o paciente ainda consegue manter ereções, mas elas duram menos e ocorrem com menor frequência;

  • moderada: a capacidade de manter a ereção diminui consideravelmente e

  • completa: o paciente não consegue ter uma ereção.

Nos brasileiros, há a prevalência da mínima (31,2%), seguida da moderada (12,2%). A completa afeta apenas 1,7% da população. Vale ressaltar que o aumento da idade é uma das causas. O tratamento da doença depende diretamente do grau, podendo envolver tratamento psicológico nos casos mais leves, a mudança de hábitos e, nos mais graves, o uso de medicamentos.

Mas os medicamentos nem sempre tem o efeito desejado ou contam com contraindicações que impossibilitam essa terapia. Nessas situações, recomenda-se a prótese peniana. Essa técnica também pode beneficiar os pacientes que sofreram efeitos colaterais decorrentes da cirurgia de remoção da próstata.

Quais são os tipos de prótese peniana?

Existem, basicamente, dois tipos de prótese peniana. Os modelos contam com benefícios e malefícios e apenas o paciente, com a ajuda do seu médico, poderá escolher a que mais combina com o seu estilo de vida. Ambas envolvem a realização de cirurgia. Saiba mais sobre cada uma delas:

Prótese peniana semirrígida

Também é chamada de maleável e consiste em duas hastes de metal revestidas de silicone que são colocadas dentro do pênis, nas câmaras de ereção. Como são metálicas, o pênis fica em um estado de ereção de forma permanente, por isso, pode trazer certo desconforto para o paciente.

Vale ressaltar que, apesar da rigidez do pênis, é possível malear o órgão para deixá-lo mais discreto. Esse modelo é muito procurado por pacientes que contam com limitações físicas, como deficientes ou idosos que não possuem a destreza necessária para o uso do outro tipo de prótese peniana.

Prótese peniana inflável

A outra opção é a prótese peniana inflável. Esse tipo é composto de cilindros metálicos, que ficam na estrutura do pênis e também na bolsa escrotal, e armazenam soro fisiológico.

Para se ter uma ereção, o paciente aciona um pequeno dispositivo de forma manual que faz com que o líquido vá para pênis, o deixando ereto. Após a atividade sexual, é preciso fazer o acionamento novamente para que o órgão volte ao seu estado flácido.

Ou seja, nesse implante, o homem consegue controlar a rigidez, o que o dá mais liberdade para fazer suas atividades diárias e não traz nenhum desconforto. Além disso, outro diferencial é a naturalidade da ereção. Como desvantagem, esse dispositivo é mais caro do que o outro e, em raros casos, pode causar vazamentos de soro.

Vamos ressaltar novamente que apenas você e seu médico poderão definir qual é o modelo mais indicado, por isso, não deixe de consultar um especialista. É importante frisar que a impotência sexual é uma doença e não há vergonha nenhuma de procurar um tratamento.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre a prótese peniana entre em contato conosco. Somos uma clínica urológica localizada em Florianópolis e temos médicos especializados na medicina sexual.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 9576 RQE 6654

Dr. Jovânio é formado em medicina pela UFPel, é especialista em reprodução humana pela Unifesp. É membro da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual. Entre 2013 e 2018 foi Conselheiro Suplente do CRM-SC. Seus principais interesses são a andrologia, medicina sexual e reprodução humana.