A falta de hormônio também afeta os homens

Publicado em 09/08/2017 Escrito por: Dr. Ricardo Kupka da Silva

Popularmente conhecida como Andropausa, as disfunções orgânicas masculinas que surgem com o envelhecimento, na verdade, são um distúrbio causado pela falta de hormônio. Andropausa é um termo incorreto porque os homens não param de produzir testosterona como as mulheres quando chegam na menopausa. Neles, há apenas a diminuição da produção do hormônio. Essa baixa do nível do principal hormônio masculino é o que causa o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM).

A testosterona é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas do organismo e pela função sexual do homem. A partir dos 40 anos, a produção desse hormônio sofre um leve declínio, porém, fatores como maus hábitos alimentares e sedentarismo podem agravar essa deficiência. Assim, uma forma de tentar retardá-la ou, até mesmo, preveni-la, é corrigindo os fatores que estão mais relacionados à síndrome metabólica, tais como:

  • obesidade;
  • hipertensão;
  • diabetes;
  • dislipidemias (presença de gordura no sangue, como colesterol e triglicérides);
  • tabagismo;
  • álcool em excesso;
  • depressão;
  • outros.

Principais implicações da falta de hormônio nos homens

A diminuição do hormônio masculino pode provocar vários sintomas, como cansaço, apatia, diminuição da força muscular, aumento da gordura visceral ou, também, distúrbios sexuais, como diminuição do desejo e, na minoria dos casos, impotência sexual ou disfunção erétil.

Quando o homem percebe que está tendo alguns desses sintomas precisa ficar atento, pois pode estar sentindo os primeiros sinais da falta de testosterona no organismo sem saber. É por isso que é importante relatar ao médico urologista qualquer alteração no corpo. Dessa forma, o médico terá todas as informações necessárias para realizar um diagnóstico mais assertivo. Além da análise clínica, o DAEM também é identificado por exames que comprovam a diminuição do hormônio masculino no organismo.

Reposição hormonal versus câncer de próstata

O Distúrbio é tratado com medicamentos que suprem a deficiência de testosterona no corpo e diminuem os sintomas. A dúvida é se a reposição hormonal causa câncer de próstata. A questão é controversa. O que se sabe é que essa conduta terapêutica pode acelerar o crescimento de um tumor já existente, pois o câncer no órgão depende da testosterona para se desenvolver.

Isso reforça a importância de os homens, principalmente os que tiveram constatado baixa nos níveis hormonais, conversarem com seus urologistas antes de iniciar qualquer tratamento. Com a conduta correta, é possível ganhar em qualidade de vida e evitar complicações desnecessárias.


Material escrito por: Dr. Ricardo Kupka da Silva
- Urologia Oncológica, Tumores Urológicos - CRM-SC 12492 RQE 10675

Dr. Ricardo Kupka da Silva é médico urologista com subespecialização em Urologia Oncológica, atuando de forma dedicada no diagnóstico e tratamento de tumores urológicos, como câncer de próstata, rim, bexiga e testículo. Com formação de excelência, realizou fellowship em instituições de referência como o ICESP e o Hospital Sírio-Libanês, além de obter doutorado em Urologia […]

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