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07 de agosto de 2017

Impotência masculina tem cura?

Impotência masculina tem cura?

É cada vez maior o número de homens que enfrentam dificuldades nas relações sexuais. Em muitos casos, existe a possibilidade de isso ser causado pela disfunção erétil. O lado positivo é que a impotência masculina tem tratamento e, muitas vezes, cura.

A condição é mais prevalente em homens com mais de 40 anos. Alguns, a partir dessa idade, podem não conseguir obter e/ou manter uma ereção por tempo suficiente para concluir o ato sexual satisfatoriamente.

Essa incapacidade pode surgir, eventualmente, de maneira isolada e ser provocada pelo cansaço, pela preocupação e pelo desinteresse pela(o) parceira(o). Nessas condições, a falta de ereção é mais uma reação natural do organismo ao estresse ou à outra questão momentânea do que algo relacionado à disfunção erétil.

Para que as falhas ocorridas durante o ato sexual possam ser associadas à impotência é preciso que elas aconteçam repetidas vezes, em intervalos regulares de tempo. À medida que os períodos entre elas tornam-se menores, maior é a gravidade do quadro.

De acordo com o grau de intensidade, a disfunção erétil pode ser classificada em leve, moderada e completa. Na leve, o homem ainda consegue ter ereções em parte das relações sexuais. Quando isso se torna cada vez menos frequente, a disfunção é considerada moderada. A completa, portanto, ocorre a partir do momento em que o homem se vê completamente incapaz de ter uma ereção.

Seja qual for o nível de impotência, o fato é que ela afeta negativamente o relacionamento do casal. Não são raros os casos em que os homens evitam o sexo para não ter de lidar com a frustração de não conseguir ter ou manter uma ereção. Outra consequência é a(o) parceira(o) se sentir responsável e diminuir sua autoestima por acreditar que ela(e) já não é mais tão atraente quanto antes. Também pode surgir a desconfiança de que exista uma relação extraconjugal.

Da mesma forma, é muito comum acontecer de o homem insistir no ato sexual, mesmo diante da dificuldade de manter o pênis ereto, por apostar na possibilidade de recuperação e de que, assim, sua autoimagem não será manchada. O resultado dessa atitude, nem sempre, é o esperado e o que surge, no lugar, é a frustração.

Um erro é o homem não dividir sua preocupação com a(o) parceira(o), muitas vezes, em função da vergonha. Sem saber o que está acontecendo, ela(e), então, pode culpar-se e se afastar, para não gerar ainda mais insatisfação. Qualquer um desses cenários só tende a piorar a situação.

Como saber se a impotência masculina tem cura

O homem deve compartilhar suas angústias com a(o) parceira(o), pois, na maioria das vezes, ela(e) é capaz de compreender que essa dificuldade pode estar relacionada a um problema de saúde e, junto com ele, procurar saber se a impotência masculina tem cura.

A primeira coisa que o casal tem que fazer é agendar uma consulta com um médico especialista em andrologia, para que ele possa avaliar o caso e identificar por qual razão o homem enfrenta dificuldades com a ereção.

Provavelmente, o profissional não irá prescrever um tratamento exclusivamente medicamentoso, pois remédios, apenas, não são suficientes. Também é preciso considerar os aspectos psicológicos e interpessoais que podem contribuir para a permanência da disfunção erétil.

Muitos homens com impotência sexual sentem:

  • ansiedade;
  • depressão;
  • que seu relacionamento é de má qualidade;
  • que sua(seu) parceira(o) é desinteressada(o);
  • que a abstinência sexual é prolongada;
  • pressionados pelas dificuldades econômicas;
  • que seu repertório sexual é precário.

Sem que estas questões sejam, também, tratadas, dificilmente a impotência será completamente curada. Por isso, técnicas de psicoterapia, geralmente, são associadas ao tratamento com medicamentos. É uma forma, inclusive, de prevenir a depressão que pode ser desencadeada pelo problema de ereção, além de:

  • identificar e trabalhar os fatores que podem resultar no abandono do tratamento;
  • controlar a ansiedade;
  • compreender a realidade sexual do paciente;
  • recuperar a confiança do homem em sua capacidade.

Mais do que melhorar o desempenho sexual masculino, a psicoterapia foca no conforto do casal durante a relação e no prazer que um pode proporcionar ao outro. Dependendo do caso, os parceiros podem ser orientados a iniciá-la antes da prescrição de medicamentos. Jovens no início da vida sexual, homens com depressão, dependentes químicos e pessoas com o relacionamento desgastado são os que mais recebem indicação de tratamento psicoterápico.

Os remédios associados ao acompanhamento psicológico têm dois propósitos: devolver ao homem a confiança que ele necessita para voltar a ter relações sexuais sem preocupação e permitir que ele recupere, rapidamente, a ereção. Assim, pode ser que seja mais fácil superar a disfunção.

A psicoterapia só é dispensada quando o médico percebe que a impotência masculina tem cura ainda que forem usados, apenas, medicamentos para tratá-la. Isso quer dizer que a ereção está sendo prejudicada por uma condição exclusivamente física, e não psíquica.

Hipertensão, dislipidemias (níveis de colesterol e/ou triglicérides altos), diabetes, doenças cardíacas e na próstata são as condições que mais afetam as funções sexuais masculinas. É possível preveni-las mantendo bons hábitos.