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Por: - Urologista - CRM 2965 RQE 218
Publicado em 10/10/2017 - Atualizado 07/02/2019

Saiba reconhecer as úlceras genitais

Saiba reconhecer as úlceras genitais

As úlceras genitais são um problema de saúde que devem ser tratadas da maneira correta. Tratar a condição que causa as úlceras genitais é o que torna possível curar o problema.

As ulcerações genitais estão associadas tanto às doenças sexualmente transmissíveis quanto àquelas que não são transmitidas por meio da relação sexual. Como parte do primeiro grupo, as que podem  provocar as úlceras na região genital são:

  • sífilis;
  • cancro mole;
  • herpes genital;
  • granuloma inguinal;
  • linfogranuloma venéreo;
  • molusco contagioso;
  • condiloma acuminado;
  • candidíase.

Entre as não-sexualmente transmissíveis, as doenças que têm como efeito o surgimento das úlceras genitais são:

  • infecções bacterianas (como as espiroquetoses);
  • lesões traumáticas;
  • lesões malignas.

Alguns estudos apontam que a existência de ulcerações na região genital facilita a contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), o que torna ainda mais importante o combate às causas do desenvolvimento das úlceras.

Características das úlceras genitais

Aquelas que surgem em função do cancro mole, uma das principais doenças relacionadas ao aparecimento das úlceras genitais – ao lado da sífilis -, são dolorosas e surgem com maior frequência no sulco balanoprepucial do pênis e no prepúcio, no caso dos homens. Já nas mulheres, as úlceras genitais são identificadas, na maioria das vezes, na região peri-vulvar, no períneo, na vulva, dentro da vagina e, em algumas situações, no colo do útero.

É a percepção das lesões, que podem chegar até às coxas dos homens devido ao contato da região com o pênis, que tornam o diagnóstico e o tratamento possíveis. Por um curto período, pode ser preciso administrar algumas doses de um medicamento antimicrobiano.

Preferencialmente, as úlceras genitais desencadeadas pela sífilis são tratadas com penicilina. Diferentemente das úlceras provocadas pelo cancro, as relacionadas à sífilis são indolores e podem ocasionar, também, alteração nos linfonodos inguinais.

O risco é de as lesões desaparecerem sem tratamento, independentemente da doença a que estão associadas. Isso gera a falsa ideia de que nada mais precisa ser tratado. Mas, na verdade, a doença que ocasionou as úlceras persiste, como pode acontecer em quem está com sífilis. Ou seja, o que deixou de existir foi apenas um sintoma e não a doença em si.

Portanto, o recomendado é não esperar para “ver se passa”, que é o que muitas pessoas normalmente fazem. Uma lesão na região genital pode não ser nada de mais, contudo, o melhor é se certificar de que não é nada mesmo e garantir uma vida saudável. Consultar com um urologista ou um uroginecologista é o mais adequado para cuidar, prevenir e manter o bem-estar.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 2965 RQE 218

Graduação em Medicina pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC (1978) Residência Médica em Urologia pelo HGCR – Hospital Governador Celso Ramos (1980) Urologista membro do...