Artigos

Artigos

Por:
Publicado em 12/12/2015 - Atualizado 07/02/2019

Vida sexual após o câncer de próstata

Vida sexual após o câncer de próstata

O câncer é a segunda principal causa de morte da população nos países desenvolvidos. A estimativa é de que a cada quatro pessoas, ao menos uma desenvolverá algum tipo de tumor em algum momento da vida.

Com os números de casos aumentando, além de difundir a prevenção, tem-se pensado muito em relação à qualidade de vida da pessoa que convive ou já conviveu com o câncer. Em muitos casos o bem-estar está associado à condição sexual sob a qual há a influência de alguns tratamentos ou uma preocupação que precisa ser dirimida por parte do paciente.

Os efeitos do câncer sob a sexualidade

Os cânceres relacionados ao aparelho reprodutor masculino são os que geram mais preocupação e dúvidas, principalmente em relação ao comprometimento da função sexual.

O arquétipo do homem até hoje está associado à virilidade, à qual a potência sexual está intrinsecamente relacionada. O rompimento desta imagem devido a uma doença que fragiliza e altera essa condição, muitas vezes, é que consolida o preconceito e retarda a busca do diagnóstico precoce.

Quais são as alternativas para manter a função sexual

Mais atenção tem sido dada à recuperação da função sexual nos últimos anos, com o avanço das possíveis novas opções terapêuticas para melhorar a recuperação da ereção logo após o tratamento. Por exemplo, as mudanças na abordagem cirúrgica permitiram que os procedimentos necessários sejam realizados, com resultados significativamente melhores.

Agora, após a cirurgia de retirada da próstata, no caso do tratamento para câncer de próstata, a expectativa é de que a capacidade física esteja totalmente recuperada na maioria dos pacientes dentro de algumas semanas, o retorno da continência urinária seja atingido por mais de 95% dos pacientes dentro de alguns meses, e a recuperação da ereção com capacidade de se envolver em relações sexuais se restabeleça na maioria dos pacientes dentro de 2 anos.

O que mais é preciso saber

A disfunção erétil pós-operatória pode ser agravada em alguns pacientes devido a alguns fatores de risco já existentes que incluem idade avançada, doenças de comorbidade (por exemplo, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus), fatores de estilo de vida (por exemplo, tabagismo, inatividade física) e o uso de medicamentos, tais como agentes anti-hipertensivos, cujos efeitos colaterais podem comprometer a ereção.

O fato é: quanto antes a doença é descoberta, mais cedo é tratada e mais rápido o organismo retorna às suas funções naturais. As melhorias técnicas e científicas desenvolvidas nos últimos anos permitiram essa evolução, assim como a migração da preocupação com a mortalidade para a preocupação com as questões relacionadas à qualidade de vida. Assim, tem-se desenvolvido o cuidado integral do paciente, que também depende de cada pessoa, propriamente dita. O que você pode fazer? Para começar, um check up masculino para verificar como está a sua saúde. Dar atenção a ela também é qualidade de vida.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 9576 RQE 6654

Graduação em Medicina pela UFPel – Universidade Federal de Pelotas, Pelotas – RS (2001) Residência Médica em Cirurgia Geral pelo HSJ – Hospital São José, Criciúma – SC (2003) Residência...