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Publicado em 25/08/2020

Doença de peyronie: sintomas e como tratar

Doença de peyronie: sintomas e como tratar

A doença de Peyronie é uma anomalia no pênis, caracterizada pelo desenvolvimento de uma placa fibrótica ou de um nódulo na túnica albugínea (estrutura que envolve os corpos cavernosos), comprometendo a elasticidade, a ereção, a forma e a inclinação natural do órgão genital.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP), o problema acomete cerca de 10% dos homens, com maior incidência em pacientes com mais 40 anos, com uma prevalência que pode variar de 0,5% a 20,3% em toda a população.

A doença de Peyronie pode provocar dores frequentes, além de dificuldades de ereção e penetração nas relações sexuais. Por isso, é importante que os homens estejam dispostos a se consultar regularmente com um urologista, para diagnóstico precoce da doença e qualquer outra enfermidade e prejudique a qualidade de vida.

No artigo de hoje, acompanhe mais sobre o que é a doença de Peyronie, sintomas e como tratar a enfermidade. Continue a leitura!

Quais são as causas da doença de Peyronie?

A doença de Peyronie está associada a alguns fatores, incluindo a ocorrência de enfermidades hereditárias, bem como alguns hábitos de vida. Entre as principais causas da deformação, destacam-se:

  • ocorrência de micro traumas e fraturas no pênis ereto;
  • doenças metabólicas, autoimunes e fibromatosas;
  • alterações na anatomia do órgão.

Desse modo, a manifestação da doença de Peyronie pode acontecer por meio de fibrose no pênis, que leva a deformidades no órgão, incluindo dor, tortuosidade e diminuição do órgão genital. Na maioria dos casos, a ereção permanece firme o suficiente para manter relações sexuais, mas a curvatura dificulta a penetração.

Quais são os principais sintomas?

O principal sintoma da doença de Peyronie é a presença do nódulo, palpável ou não, que está associado a dor e a curvatura do pênis durante a ereção. A deformidade faz com que o órgão se posicione para baixo, para cima ou para o lado.

Além das dificuldades para manter relações sexuais, a doença de Peyronie pode interferir na saúde psicológica do homem, afetando diretamente sua imagem e autoestima. Ainda assim é possível desencadear quadros de estresse e isolamento social. Por isso, é tão importante manter um acompanhamento psicológico juntamente ao tratamento.

Qual a diferença entre uma curvatura normal do pênis e a doença?

É importante esclarecer que existe uma patologia nos meninos, caracterizada pela tortuosidade peniana congênita. Nesse caso, não há dor e o problema está presente desde o nascimento e acompanha o crescimento do indivíduo. 

Já no caso da doença de Peyronie, o acometimento da curvatura do pênis se dá na fase adulta e vem acompanhado de dor intensa, deformidade e consequente encurtamento do órgão peniano.

Como tratar a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é tratada com medicamentos via oral para o controle da dor, como anti-inflamatórios, analgésicos e outros que evitem a piora da deformidade. Isso será o tratamento referente à fase aguda ou inflamatória, que pode durar de 12 a 18 meses.

Já na fase crônica, recomenda-se o procedimento cirúrgico. No entanto, a cirurgia pode trazer algumas complicações, como:

  • risco de encurtamento da haste peniana;
  • diminuição da sensibilidade;
  • piora da função erétil e a alteração da curvatura com o tempo.

Outra alternativa para o tratamento do problema é o uso de implante da prótese peniana. A prótese geralmente corrige a curvatura do pênis em 70% dos casos. É importante esclarecer que a doença de Peyronie não pode ser prevenida.

Quando a curvatura é menor e não afeta a função sexual, a doença de Peyronie não requer tratamento e ela pode desaparecer sozinha, no espaço de alguns meses.

A radioterapia pode diminuir a dor, mas causa danos ao tecido. Já os tratamentos com ultrassonografia podem estimular o fluxo sanguíneo do pênis, ajudando na prevenção de cicatrizes mais acentuadas.

Como prevenir a doença?

A doença de Peyronie é benigna e, mesmo sem intervenção e tratamento, não oferece riscos à saúde dos pacientes. Por isso, não é preciso de afligir na presença de nódulos característicos, se eles não interferem nas relações sexuais.

Porém, a melhor forma de prevenção é manter os exames em dia e a consulta frequente com urologistas. Afinal de contas, a falta de tratamento pode afetar a vida sexual dos pacientes, comprometer a autoestima e o bem-estar.

Consulte um especialista de confiança e tire todas as suas dúvidas a respeito do problema. Sem dúvida, ele irá direcionar o melhor tratamento e esclarecer tudo o que for necessário sobre a doença.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 9576 RQE 6654

Dr. Jovânio é formado em medicina pela UFPel, é especialista em reprodução humana pela Unifesp. É membro da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual. Entre 2013 e 2018 foi Conselheiro Suplente do CRM-SC. Seus principais interesses são a andrologia, medicina sexual e reprodução humana.