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25 de agosto de 2018

Doença de peyronie: tem como tratar?

Doença de peyronie: tem como tratar?

A doença de Peyronie é caracterizada por uma anomalia do pênis que, geralmente, acomete homens com mais de 40 anos. Assim, o problema provoca dor, deformidade, dificuldade de ereção e penetração durante as relações sexuais. Por isso, é muito importante que os homens estejam dispostos a  se consultar regularmente com um urologista, a partir dos 45 anos de idade, a fim de diagnosticar essa e qualquer outra doença que possa comprometer a saúde e qualidade de vida.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP), o problema acomete homens acima dos 40 anos, que apresentam curvatura do pênis, acompanhado de dor leve a moderada.  É importante lembrar que a doença não é rara, atingindo cerca de 10% da população masculina no Brasil.

Quais são as causas da Doença de Peyronie?

É possível que alguns fatores sejam influenciadores para o aparecimento da doença, entre eles estão:

 

  • ocorrência de micro traumas e fraturas no pênis em posição ereta;
  • doenças metabólicas;
  • doenças auto-imunes;
  • doenças fibromatosas;
  • alterações na anatomia do órgão.

 

Assim, a manifestação do problema pode se dar por meio de fibrose no pênis, que levará à deformidades no órgão, assim como dor, tortuosidade e diminuição do órgão genital. Na maioria das vezes, a ereção do pênis ainda permanece firme o suficiente para manter relações sexuais. No entanto, a curvatura do pênis dificultará a penetração.

 

Além das dificuldades para manter relações sexuais, a doença de peyronie pode interferir na saúde psicológica do homem, afetando diretamente sua imagem e autoestima. Ainda assim é possível desencadear quadros de estresse e isolamento social. Por isso, é tão importante manter um acompanhamento psicológico juntamente ao tratamento.

Tratamento

A doença de Peyronie é tratada com medicamentos via oral para o controle da dor, como anti-inflamatórios, analgésicos e outros que evitem a piora da deformidade. Isso será o tratamento referente à fase aguda ou inflamatória, que pode durar de 12 a 18 meses.

 

Já na fase crônica, recomenda-se o procedimento cirúrgico. No entanto, a cirurgia pode trazer algumas complicações, como o risco de encurtamento da haste peniana e diminuição da sensibilidade, assim como a piora da função erétil e a alteração da curvatura com o tempo.

 

Outra alternativa para o tratamento do problema é o uso de implante da prótese peniana, que geralmente corrige a curvatura do pênis em 70% dos casos. É importante esclarecer que a doença de Peyronie não pode ser prevenida.

Qual a diferença entre uma curvatura normal do pênis e a doença?

É importante esclarecer que existe uma patologia nos meninos, caracterizada pela tortuosidade peniana congênita. Nesse caso, não há dor e o problema está presente desde o nascimento e acompanha o crescimento do indivíduo. Já no caso da doença de Peyronie, o acometimento da curvatura do pênis se dá na fase adulta e vem acompanhado de dor intensa, deformidade e consequente encurtamento peniano.

Recomendações importantes

É importante se atentar a algumas informações importantes sobre a doença de Peyronie:

 

  • após o diagnóstico, é fundamental manter a calma e controlar a ansiedade já que a preocupação excessiva pode ser responsável pela perda da capacidade erétil;
  • a presença de uma placa ou nódulo característicos da doença, quando não interferem na atividade sexual, não requer necessidade de tratamento;
  • a doença de Peyronie é benigna mesmo se não for acompanhada de tratamento e, por isso, não apresenta um risco de saúde agravante ao indivíduo.

 

De qualquer maneira, consulte um especialista de confiança e tire todas as suas dúvidas a respeito do problema. Sem dúvida, ele irá direcionar o melhor tratamento e esclarecer tudo o que for necessário sobre a doença.