Tratamentos para câncer de próstata: quando cada um deles é indicado?

Publicado em 07/11/2023 Escrito por: Dr. Luís Felipe Piovesan

Os tratamentos para câncer de próstata são fundamentais para oferecer qualidade de vida e, em muitos casos, a cura aos homens que enfrentam a doença. O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum nos homens, após o tumor de pele não melanoma.

A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos, embora o Brasil apresente um número elevado, com estimativa de mais de 70 mil novos casos para o triênio de 2023 a 2025, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Para o Ministério da Saúde, questões como o avanço da idade, o histórico familiar e alguns hábitos são fatores de risco para a doença, e a chance de mortalidade aumenta após os 50 anos.

É importante destacar que a maioria dos casos de câncer de próstata se manifesta em homens com 65 anos ou mais. No entanto, é possível diagnosticar o câncer de próstata precocemente, por meio de exames e procedimentos médicos que aumentam a expectativa de vida, mas também melhoram as perspectivas de tratamento.

Tratamentos para câncer de próstata

Os tratamentos para câncer de próstata vão depender muito do estadiamento da doença. Isso quer dizer que, dependendo dos sintomas e do grau de avanço do câncer, o tratamento pode variar.

Além do estágio, o nível de PSA e a pontuação Gleason são fatores considerados no diagnóstico. A idade do paciente, o estado de saúde, a expectativa de vida e as preferências pessoais também influenciam na escolha do tratamento.

Por isso, após o diagnóstico do câncer, é preciso conversar com o médico especialista e verificar as opções.

Conforme o estágio da doença, as alternativas terapêuticas indicadas são:

Estágio 1

Conhecido como câncer localizado, neste estágio inicial, o câncer está restrito à próstata e não pode ser detectado em exames de imagem, como ressonância magnética. A pontuação de Gleason é baixa (até 6) e o PSA também (menor que 10).

Para estes casos, indica-se a radioterapia ou prostatectomia. Homens que apresentam boas condições de saúde e são mais jovens, podem optar pela vigilância ativa ou prostatectomia radical.

Estágio 2

Aqui, os tumores continuam confinados à próstata, mas apresentam tamanhos maiores, podendo ser detectados em exames de imagem. Neste estágio, a pontuação de Gleason é mais alta do que no estágio 1 e os níveis de PSA podem variar.

Quando não tratados com cirurgia ou radioterapia, tendem a evoluir e se disseminar em toda a próstata.

Entre as opções de tratamento, encontram-se a prostatectomia radical, com remoção dos linfonodos, a radioterapia, a braquiterapia e a combinação de radioterapia e braquiterapia. A vigilância ativa também é um método considerado.

Estágio 3

Neste estágio, o câncer se espalhou além da próstata e pode afetar tecidos próximos, como as vesículas seminais. No entanto, ainda não se disseminou para órgãos distantes, ou seja, não atinge bexiga ou reto.

Aqui, a probabilidade de recidiva após o tratamento é bem maior. É importante destacar que os níveis de PSA podem estar elevados, assim como a pontuação de Gleason pode indicar um câncer mais agressivo.

Os métodos de tratamento indicados são:

  • radioterapia e hormonioterapia combinados;
  • radioterapia e a braquiterapia combinados;
  • prostatectomia radical com remoção dos linfonodos.

Estágio 4

Este é o estágio mais avançado do câncer de próstata, no qual o câncer se disseminou para órgãos distantes, como ossos, pulmões, fígado, bexiga e reto. Os sintomas podem ser mais pronunciados neste estágio, e os níveis de PSA costumam ser bem elevados.

O tratamento pode ser o mesmo que o estágio 3, embora a maioria dos tumores em estágio 4 apresentem poucas possibilidades de cura. Por isso, nestes casos, o tratamento visa manter a doença sob controle.

Nesse contexto, os métodos mais usados são:

  • hormonioterapia com quimioterapia;
  • radioterapia e hormonioterapia;
  • prostatectomia radical (em homens cuja doença não está nos demais órgãos);
  • cirurgia para aliviar os sintomas;
  • tratamentos de metástases ósseas (denosumabe, bisfosfonatos, entre outros);
  • vigilância ativa.

É importante observar que, dentro desses estágios, existem variações e subcategorias que auxiliam os médicos a determinar a extensão exata da doença.

Lembre-se que os tratamentos para câncer de próstata são individualizados e dependem desses estágios, assim como da saúde geral do paciente e outros fatores. Contudo, a detecção precoce continua desempenhando um papel fundamental na melhoria das perspectivas de tratamento.

Diagnóstico precoce é a melhor forma de iniciar o tratamento

O diagnóstico precoce é um dos pilares fundamentais no combate eficaz ao câncer de próstata. Iniciar o tratamento em estágios iniciais da doença oferece as melhores chances de cura e preservação da qualidade de vida dos pacientes, como também:

  • minimiza o risco de disseminação;
  • reduz a necessidade de tratamentos invasivos;
  • promove a conscientização e o autocuidado.

A conscientização, a educação e a busca de cuidados médicos regulares desempenham um papel essencial na detecção precoce, ajudando a enfrentar essa doença com maior eficácia e confiança. Para isso, é preciso entrar em contato com urologista especializado.

A Uromed conta com equipe especializada em urologia oncológica, que oferece atendimento diferenciado para tratamento e diagnóstico do câncer de próstata, além de outros cânceres.

Agora que você sabe quais os tratamentos para câncer de próstata e a importância do diagnóstico precoce, não hesite em tomar os cuidados necessários. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando o câncer de próstata e possui dúvidas sobre os tratamentos ou precisa de orientação, entre em contato com a Uromed.


Material escrito por: Dr. Luís Felipe Piovesan
- Urologia Oncológica, Tumores Urológicos - CRM 8402 RQE 4270

Dr. Luís Felipe Piovesan é médico urologista com especialização em Urologia Oncológica e vasta experiência no tratamento de tumores urológicos como câncer de próstata, bexiga, rim e testículo. Reconhecido por sua atuação científica e técnica, possui doutorado pela Universidade de São Paulo e especialização internacional na Fundació Puigvert, na Espanha. Atua como coordenador científico do […]

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