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Publicado em 12/05/2020 - Atualizado 04/06/2020

Tratamentos para câncer de próstata: quando cada um deles é indicado?

Tratamentos para câncer de próstata: quando cada um deles é indicado?

O câncer de próstata é a segunda doença mais comum nos homens, após o tumor de pele não melanoma. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos, embora o Brasil apresenta um número elevado, com 68.220 casos da doença em 2018, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

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Para o Ministério da Saúde, as questões como o avanço da idade, o histórico familiar e alguns hábitos são fatores de risco para a doença, e a chance de mortalidade aumenta após os 50 anos.

De acordo com o INCA, a maioria dos casos ocorre a partir dos 65 anos. No entanto, é possível diagnosticar o câncer de próstata precocemente, com métodos diagnósticos, exames e procedimentos médicos que aumentam a expectativa de vida e para o tratamento da doença.

Tratamentos para o câncer de próstata

O tratamento do câncer de próstata dependerá muito do estadiamento da doença. Isso quer dizer que, dependendo dos sintomas e do grau de avanço do câncer, o tratamento pode variar. Além do estágio, o nível de PSA e a pontuação Gleason são fatores considerados no diagnóstico.

A idade do paciente, o estado de saúde, a expectativa de vida e as preferências pessoais também influenciam na escolha do tratamento. Por isso, após o diagnóstico do câncer, é preciso conversar com o médico especialista e verificar as opções.

De acordo com o estágio da doença, as alternativas terapêuticas indicadas são:

  • Estágio 1: presença de tumores pequenos, que não cresceram fora da próstata. A pontuação de Gleason é baixa (até 6) e o PSA também (menor que 10). Para estes casos, indica-se a radioterapia ou prostatectomia. Homens que apresentam boas condições de saúde e são mais jovens podem optar pela vigilância ativa ou prostatectomia radical.
  • Estágio 2: os tumores estão contidos na glândula prostática e apresentam tamanhos maiores. Quando não tratados com cirurgia ou radioterapia, tendem a evoluir e se disseminar em toda a próstata, causando sintomas. Entre as opções de tratamento, encontram-se a prostatectomia radical com remoção dos linfonodo, radioterapia, braquiterapia, combinação de radio e braquiterapia. A vigilância ativa também é um método considerado.
  • Estágio 3: os tumores cresceram fora da glândula prostática, mas sem atingir a bexiga ou reto. Eles têm maior probabilidade de recidivar após o tratamento. Os métodos indicados são a radioterapia e hormonioterapia combinados, a radioterapia e a braquiterapia combinados, a prostatectomia radical e remoção dos linfonodos com radioterapia.
  • Estágio 4: o tumor já está presente em áreas próximas da próstata, como a bexiga, reto e até mesmo os ossos. O tratamento pode ser o mesmo que o estágio 3, embora a maioria dos tumores em estágio 4 apresente poucas possibilidades de cura. Por isso, nestes casos, o tratamento tem como objetivo manter a doença sob controle. Os métodos mais usados são a hormonioterapia com quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, prostatectomia radical em homens cuja doença não está nos demais órgãos, cirurgia para aliviar os sintomas, tratamentos de metástases ósseas (denosumabe, bisfosfonatos, entre outros) e vigilância ativa.

Diagnóstico precoce é a melhor forma de iniciar o tratamento

As chances de cura do câncer de próstata são maiores quando o diagnóstico é precoce. Assim, é possível iniciar o tratamento nos estágios iniciais da doença, com métodos alternativos e não tão radicais.Para isso, é preciso entrar em contato com urologista especializado. A Uromed conta com equipe especializada em urologia oncológica, a NeoUro, que oferece atendimento diferenciado para tratamento e diagnóstico do câncer de próstata, além de outros cânceres.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 8402 RQE 4270

Formado em medicina pela UFSC, o Dr. Luís Felipe Piovesan é especialista em urologia pela Fundació Puigvert, Barcelona, e doutor em urologia pela USP. É coordenador científico do Hospital Governador Celso Ramos e foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, secção SC. Seus principais interesses são a urologia oncológica e tumores urológicos.   Ver Lattes