Estima-se que a ejaculação precoce acometa 20% a 30% dos homens em algum momento da vida e, como consequência, traz consigo o sentimento de insatisfação. Ainda que não saibamos as causas exatas, muitas vezes, o distúrbio está associado à questões de saúde (como a prostatite) e/ou psicológicas (ansiedade e/ou estresse).
A boa notícia é que é possível tratar o problema e ter uma vida sexual satisfatória! Neste artigo, esclarecemos as principais dúvidas sobre o assunto. Continue a leitura e confira!
O que é a ejaculação precoce?
A ejaculação precoce é um distúrbio caracterizado pela perda do controle voluntário do reflexo ejaculatório. Ou seja, o processo de ejaculação é acelerado durante o ato sexual, podendo ocorrer mesmo quando não houve penetração.
Diagnóstico do distúrbio
O diagnóstico é determinado pelo urologista, de preferência, especialista em andrologia e medicina sexual, sendo eminentemente clínico. Isso quer dizer que é realizado por meio do relato do paciente e avaliação dos sintomas, considerando quando a disfunção se iniciou e como evoluiu.
Além disso, o médico também realiza o exame físico e, caso haja necessidade, o paciente passa por exames complementares, como a dosagem hormonal. Dessa maneira, é possível precisar sua origem e indicar o tratamento efetivo.
Classificações do distúrbio
Em relação aos tipos, a ejaculação precoce pode ser vitalícia ou adquirida. No primeiro caso, também chamada de ejaculação precoce primária, o homem enfrenta problemas desde a primeira experiência sexual.
Já a adquirida (ou secundária) ocorre após um período da vida sexual normal (sem o distúrbio). Com o passar do tempo, entretanto, o homem percebe uma redução significativa no período entre a penetração e a ejaculação.
Há, ainda, a chamada ejaculação precoce ocasional (ou situacional). Nesse caso, o problema ocorre somente algumas vezes e/ou com determinadas parceiras(os).
Como evitar o problema?
Existem algumas técnicas que ajudam a controlar o momento da ejaculação. São elas:
- estimular o pênis diariamente, até o limite antes do orgasmo e, então, interromper a masturbação (ou o sexo oral), para aprender a prolongar a fase de excitação;
- optar por posições que diminuam a tensão na região pélvica, como aquelas em que a parceira se mantém por cima (evite o tradicional “papai e mamãe”);
- quando sentir que vai ejacular, apertar a parte do pênis onde a glande (cabeça) e o eixo se encontram, por alguns segundos;
- praticar ioga, alongamento ou qualquer modalidade esportiva que ajude a relaxar e diminuir a tensão muscular, uma vez que esta também está associada ao problema.
Porém, quando os episódios de ejaculação rápida (antes, durante ou logo após a penetração) são recorrentes, deve-se buscar tratamento. Como já mencionado, o andrologista é o especialista mais indicado para ajudar homens que sofrem com o distúrbio.
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Quais tratamentos são efetivos?
Hoje em dia, é comum encontrar muitos anúncios na internet prometendo soluções “milagrosas” para a cura da ejaculação precoce. Contudo, nem sempre os ditos tratamentos são realmente efetivos.
Dessa maneira, o melhor a fazer é procurar um especialista em medicina sexual, realizar o diagnóstico e, a partir disso — sob orientação médica — iniciar o tratamento indicado. Sabe-se que a terapia sexual e a psicoterapia podem ser eficientes em alguns casos.
Além disso, o uso de alguns medicamentos tem apresentado bons resultados. Os analgésicos e antidepressivos de ação sistêmica, por exemplo, podem ser úteis. Contudo, como já mencionamos, esses só devem ser usados conforme a prescrição médica.
Outras dúvidas comuns entre os que apresentam o distúrbio
A ejaculação precoce gera muitas dúvidas, mas boa parte dos afetados pela condição não fala no assunto nem busca ajuda profissional. Para ajudar, respondemos a algumas delas a seguir.
É normal ejacular mais rápido depois de um período sem relações sexuais?
Sim. Trata-se de uma condição natural do corpo, devido a motivos fisiológicos, como o acúmulo de espermatozoides.
Além disso, outro fator que contribui para a ejaculação mais rápida após um período sem ter relações sexuais é o psicológico. Afinal, os parceiros tendem a concentrar um maior desejo sexual. Lembre-se que, para ser considerado como ejaculação precoce, os episódios do distúrbio têm que ser recorrentes, não eventuais.
Existe um tempo mínimo para a relação sexual? E para a ejaculação?
Estudos mostram que a duração média de uma relação sexual é de 5 a 10 minutos. Mas, isso pode variar de pessoa para pessoa. Portanto, não existe um tempo correto para uma relação sexual.
Em relação ao tempo para a ejaculação, pode-se considerá-la precoce quando o tempo entre o início da penetração e o orgasmo é muito curto. Em média, a ejaculação masculina leva de 2 a 5 minutos. Sendo assim, se ocorrer em menos de 1 minuto, pode-se considerar uma ejaculação precoce.
Quem tem ejaculação precoce sente orgasmo de verdade?
A ejaculação masculina está, diretamente, relacionada ao orgasmo. Dessa forma, é normal que homens com o distúrbio sintam prazer ao ejacular. Contudo, ao mesmo tempo, eles sofrem por uma sensação de insatisfação, devido à pouca duração da relação sexual.
Nesses casos, a única saída é buscar a ajuda de um especialista o quanto antes. Como mostrado, existem diversas opções de tratamentos para a ejaculação precoce. Portanto, caso você apresente o distúrbio, não tenha receio e busque melhorar!
Ficou com alguma dúvida? Sinta-se à vontade para entrar em contato. A equipe de andrologia da Uromed – Clínica do Aparelho Gênito-Urinário, localizada em Florianópolis, SC, está a postos para ajudá-lo!