Andropausa existe? O que muda no corpo do homem com a idade

Publicado em 20/07/2025 Escrito por: Dr. Jovânio Fernandes da Rosa

Muita gente tem dúvida se a chamada andropausa existe ou se esse conceito não passa de mito. Na realidade, a condição é real, sendo cientificamente chamada de deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM) ou hipogonadismo masculino tardio. Ela decorre da queda na produção hormonal, iniciada a partir dos 40 anos.

Neste artigo, mostramos suas causas e o que pode provocar no corpo do homem. Explicamos, também, como é o tratamento e a importância de manter o acompanhamento com o urologista durante o avanço da idade. Vale a pena conferir!

Afinal, a andropausa existe ou não existe?

Sim, a andropausa existe! Mas, engana-se quem pensa que ela ocorre exatamente como na menopausa. Na verdade, a queda na produção hormonal se manifesta de maneira bem diferente em mulheres e em homens.

Nelas, a redução do estrogênio e da progesterona acontece de forma rápida, levando cerca de um ano. Nesse período, provoca os incômodos fogachos (ondas de calor) e leva ao fim da menstruação, encerrando o ciclo reprodutivo feminino.

Já neles, a queda nos níveis de testosterona ocorre lentamente e pode se estender por décadas, provocando poucos ou nenhum sintoma específico. Em média, o hormônio masculino sofre uma redução de 1%, ao ano.

Assim, o termo “andropausa” foi, de fato, criado em analogia à conhecida menopausa. Porém, como explicamos, tratam-se de condições bastante distintas.

Como a DAEM reflete no corpo do homem?

Quando sintomática, a DAEM pode provocar diversas alterações no corpo do homem, tais como:

  • redução na libido (desejo sexual);
  • disfunção erétil (dificuldade frequente em obter e manter ereções que permitam ter relações sexuais satisfatórias);
  • diminuição da força muscular;
  • aumento da gordura corporal;
  • perda de massa óssea (osteoporose);
  • queda acentuada de pelos;
  • síndrome metabólica e risco aumentado de diabetes e doenças cardiovasculares;
  • dificuldade de concentração;
  • irritabilidade excessiva;
  • mudanças repentinas de humor;
  • e, por vezes, até mesmo depressão.

Entretanto, não se pode ignorar que essas manifestações surgem em uma fase da vida na qual o ritmo de atividades, geralmente, está sendo reduzido. Por isso, é difícil precisar se se tratam de sintomas ligados a mudanças hormonais ou a fatores externos. É aí que entra a expertise dos urologistas!

Como é o diagnóstico do hipogonadismo tardio?

Apenas o urologista pode determinar se os sintomas apresentados são causados, ou não, pelo hipogonadismo tardio. Para isso, o especialista realiza uma anamnese aprofundada, considerando os hábitos de vida e o histórico clínico pessoal e familiar, e solicita exames laboratoriais, focados na avaliação hormonal. Esses incluem as dosagens de testosterona total e livre, dos hormônios luteinizante e prolactina e da proteína SHBG. Somente após avaliar os resultados em conjunto, pode-se determinar como está o funcionamento hormonal.

Muitas vezes, o urologista ainda solicita outros exames, com o intuito de investigar se a queda nos hormônios teria outra causa. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando existem alguns tipos de tumores.

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Como é feito o tratamento da andropausa?

terapia de reposição de testosterona é o tratamento de primeira escolha para a andropausa, sendo realizada por via injetável, tópica (em gel) ou implante absorvível. A resposta costuma ser rápida e positiva, levando à melhora dos sintomas relacionados à sexualidade e ao humor.

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Ao mesmo tempo, se forem descobertas comorbidades (como osteoporose, distúrbios cardiovasculares, síndrome metabólica, entre outras), deve-se tratá-las com terapêuticas específicas, indicadas por especialistas nas respectivas áreas. Dessa maneira, favorece-se a saúde e o bem-estar integral do paciente.

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Por que o acompanhamento com o urologista é importante?

Agora que você sabe que a andropausa existe e que nem tudo precisa ser aceito como ocorrência natural do envelhecimento, nada de ficar sofrendo, combinado? Ir às consultas de rotina e realizar os check-ups urológicos ajuda a atravessar o período sem maiores complicações, aliviando eventuais sintomas e prevenindo a ocorrência de doenças, por vezes, graves. Por isso, independentemente da idade, visite seu urologista periodicamente!

Esperamos que o artigo tenha sido esclarecedor. Mas, se ainda restarem dúvidas, sinta-se à vontade para entrar em contato. A equipe da Uromed – Clínica do Aparelho Gênito-Urinário, localizada em Florianópolis, SC está à sua disposição!


Material escrito por: Dr. Jovânio Fernandes da Rosa
- Andrologia e Medicina Sexual, Reprodução Humana - CRM 9576 RQE 6654

Dr. Jovânio Fernandes da Rosa é médico urologista com especialização em Reprodução Humana, Andrologia e Medicina Sexual. Atua com foco na saúde sexual masculina, infertilidade e disfunções urogenitais, oferecendo atendimento personalizado e baseado em evidências científicas. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM). Com sólida formação […]

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