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Publicado em 25/02/2017 - Atualizado 07/02/2019

7 doenças que mais afetam o pênis

7 doenças que mais afetam o pênis

O pênis é um órgão muito suscetível ao aparecimento de doenças, que vão desde infecções, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), alterações anatômicas congênitas, fimose e até mesmo doenças oncológicas. Saiba mais sobre as principais doenças que afetam o pênis.

Principais doenças que afetam o pênis

As patologias que mais afetam o pênis são:

  • infecção por fungos, vírus (HPV e herpes) ou bactérias (cancro mole, sífilis e uretrites);
  • tortuosidade peniana (doença de Peyronie); e
  • problemas de ereção.

No artigo, vamos apresentar mais detalhes sobre cada uma delas e alertar para as complicações se não tratadas. Da mesma forma, elencamos opções de tratamento e prevenção. Confira!

1. Balanopostite

O mesmo fungo que causa candidíase nas mulheres é o responsável por causar infecção nos homens. Entretanto, no sexo masculino, este tipo de infecção é conhecida por balanopostite e gera sintomas como vermelhidão na região íntima, coceira, desconforto para urinar, odor forte e acúmulo de secreção sob o prepúcio.

As áreas mais afetadas são, habitualmente, a glande (cabeça do pênis) e o prepúcio (pele que recobre a glande).

O principal risco da doença é o de provocar uma nova infecção em um parceiro sexual que está tratando ou já tratou a candidíase, caso os parceiros mantenham relações sexuais sem usar preservativo. Outras doenças podem estar associadas ao quadro de balanopostite, como a gonorreia, sífilis e herpes .

Complicação

Quando o problema não é tratado, é possível que haja o estreitamento do prepúcio, impossibilitando a exposição da glande e aumentando a chance de complicações. Nesse caso, torna-se necessário fazer a cirurgia de fimose.

Tratamento e prevenção

O tratamento para a balanopostite é feito depois da identificação do fator desencadeante da infecção, por meio do patógeno responsável pela inflamação. Só assim será possível decidir o melhor tipo de tratamento.

Para prevenir esse tipo de infecção é ideal adotar medidas adequadas de higiene da região íntima, como evitar roupas justas, tecido sintético e molhados por muito tempo. Além disso, o uso do preservativo pode prevenir a balanopostite, por impedir a transmissão de vírus e bactérias de outras DSTs.

2. HPV

O papilomavírus humano (HPV) está diretamente relacionado ao câncer de colo de útero nas mulheres, além de atuar como um fator de risco para o câncer de pênis, nos homens.

Entretanto, existem subtipos dos vírus que são mais agressivos e, por isso, são fatores de risco mais evidentes. No pênis infectado pelo HPV, podem surgir verrugas e lesões, às vezes dificilmente perceptíveis a olho nu.

A principal via de transmissão é o contato direto, principalmente através de relações sexuais. Entretanto, embora seja fundamental que os parceiros utilizem proteção, no caso do HPV, não há uma segurança completa mesmo com o uso de preservativo.

Isso porque o vírus pode estar presente na pele próxima aos órgãos genitais, que não alcançam a proteção. De qualquer maneira, o preservativo reduz substancialmente o risco de adquirir a doença, quando comparado ao sexo sem proteção.

Complicações

Caso o HPV no homem não seja tratado ou haja demora para o tratamento, aumentam as chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Os principais cânceres associados ao HPV são: câncer de pênis, câncer de boca, câncer anal e câncer de orofaringe.

É importante a visita regular a um urologista, pois o surgimento de tumores podem iniciar depois de muito tempo após a infecção. As consultas periódicas poderão colaborar com a  identificação precoce, aumentando o sucesso do tratamento.

Tratamento e prevenção

As verrugas genitais podem ser removidas por meio de cauterização ou cirurgia. Em relação aos cânceres que decorrem do HPV, é possível tratá-los por meio de quimioterapia, radioterapia e procedimentos cirúrgicos.

Além do uso de preservativo, existe a vacina de HPV, que protege os homens de todas as idades. A vacina evita o aparecimento de verruga e do câncer e o ideal é que seja tomada antes da vida sexual ativa, embora não haja problema em se vacinar posteriormente.

3. Herpes

A herpes é outra doença ocasionada por uma infecção viral. Essa é uma DST que pode provocar o aparecimento de feridas no órgão reprodutor masculino, no saco escrotal, na uretra e, também, nas coxas.

A transmissão sexual pode ocorrer tanto devido ao contato entre as peles da região genital, quanto por meio dos fluidos sexuais. Em função disso, também há o risco de transmissão na relação sexual, mesmo com o uso de preservativo.

Após a infecção, geralmente os sintomas são identificados pelo surgimento de dor local, edema (inchaço) e vermelhidão. A seguir surgem bolhas que se confluem e rompem-se. Assim sendo, após o rompimento, cicatrizam-se, formando uma “casca” sobre o local e desaparecem sem deixar cicatrizes.

Complicações

Caso não seja tratada, a herpes genital pode estar relacionada ao aparecimento de alguns problemas, como:

  • complicações para o funcionamento da bexiga;
  • meningite;
  • retite (inflamação do reto por sexo anal);
  • infecção de recém-nascidos quando há contato do vírus com o bebê, que pode desenvolver quadros graves.

Tratamento e prevenção

Embora não haja cura para a herpes genital, o tratamento ajuda a amenizar os sintomas e combater o contágio entre os parceiros sexuais. O especialista indicará medicamentos antivirais que ajudam nas lesões.

Para se prevenir da herpes genital, o melhor é usar preservativo, pois isso diminuirá drasticamente as chances de contágio.

4. Cancro mole

O cancro mole é uma DST causada por uma bactéria. Provoca feridas na região genital do homem, associadas a outros sintomas, como febre, dor de cabeça e fraqueza.

Complicações

Caso não seja tratado, o cancro mole pode afetar os linfonodos e dificultar o decorrer do tratamento. No entanto, não causa infertilidade, como muitos confundem.

Tratamento e prevenção

O tratamento é realizado com antibiótico após uma avaliação adequada do problema. Quando já se está infectado, recomenda-se evitar relações sexuais até que a infecção desapareça, assim como é importante avisar os parceiros sexuais para que também procurem ajuda médica.

Além disso, é indicado ingerir bastante água para aumentar a resistência do sistema imunológico. Quanto à prevenção da doença, essa se faz por meio do uso do preservativo.

5. Sífilis

A sífilis é mais uma das infecções causadas por bactéria. Essa DST provoca feridas na genitália masculina, além do aparecimento de “ínguas” (gânglios) na virilha, cerca de duas semanas após a relação sexual sem proteção adequada.

Apesar de acreditar que já está curado quando as marcas desaparecem, ainda existe o risco de transmissão da doença porque a bactéria ainda pode permanecer no organismo. Por isso, o uso do preservativo nunca deve ser dispensado.

O diagnóstico é realizado após o surgimento de uma lesão peniana e confirmado por exames laboratoriais específicos.

Complicações

Caso o paciente não trate a sífilis, algumas complicações podem aparecer, como:

  • problemas neurológicos, como AVC, demência, problemas de visão, meningite;
  • aneurisma, inflamação da aorta e outras artérias e vasos;
  • aumentam as chances de contrair HIV já que as feridas da doença facilitam a entrada do vírus;
  • pode progredir para a sífilis congênita, quando a mulher infectada passa a doença para o feto, o que leva ao aborto.

Tratamento e prevenção

De maneira geral, o tratamento da sífilis é o uso de antibióticos. No entanto, cada especialista irá indicar a melhor forma de tratar, mediante o estágio da doença.

Além do uso correto do preservativo, a prevenção da sífilis é importante de ser realizada no período pré-natal das gestantes, para evitar a sífilis congênita.

5. Uretrite

Diferentes tipos de micro-organismos podem ser responsáveis pelo surgimento das uretrites. Como o próprio nome diz, uretrite é uma inflamação na uretra, o tubo que leva a urina para fora do corpo.

A uretrite pode ser causada por vírus, como o vírus do herpes simples e o citomegalovírus. Também pode ser causada por bactérias, como a que causa infecção no trato urinário (E.coli) e as bactérias causadoras da gonorreia e clamidia.

A presença de sangue, não só na urina, mas também no sêmen, é um dos sintomas sinalizadores da doença. Outros sintomas são a sensação de dor durante a relação sexual e de ardência ao urinar.

Complicações

Caso a uretrite  agrave, é possível que algumas complicações apareçam nos homens, como:

  • infecção da bexiga ou cistite;
  • epididimite;
  • infecção dos testículos;
  • infecção da próstata;

Tratamento e prevenção

Para tratar a uretrite, é importante amenizar os sintomas, eliminar as causas da infecção e evitar que o problema se espalhe. São indicados o uso de antibióticos e o tratamento direto da fonte de lesão e irritação.

A prevenção das uretrites podem acontecer por meio de uma higiene pessoal adequada e o uso de preservativo.

6. Doença de Peyronie

Mais conhecida por tortuosidade peniana, a doença de Peyronie nem sempre impede ou atrapalha a penetração durante o ato sexual.

No entanto, quando há desconforto, dor ou comprometimento da qualidade da relação sexual, a doença pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia. É preciso consultar um médico urologista para saber qual a opção mais indicada para cada homem com pênis torto.

De maneira geral, a uretrite consiste em uma anomalia no pênis, causando dificuldade de ereção, deformidade e às vezes, dor.

Geralmente, atinge homens com mais de 40 anos, embora seja possível que qualquer idade seja acometida. A doença de Peyronie prejudica a vida sexual masculina e por isso é importante tratá-la.

Complicações

A complicação do problema é o desconforto relacionado a autoestima, podendo levar ao estresse e isolamento social.

Tratamento e prevenção

A doença de peyronie não tem relação hereditária e também não pode ser prevenida. Quanto ao seu tratamento, na fase inflamatória da doença, será receitado o uso de medicamentos para melhorar a deformidade. Já na fase crônica, recomenda-se a cirurgia.

7. Disfunção erétil

A disfunção erétil é caracterizada pela incapacidade de um homem chegar a uma ereção e consequentemente, ter relações sexuais, de fato. Também chamamos de disfunção erétil quando a ereção é inconsistente ou não é suficiente para conferir êxito a atividade sexual,

A disfunção erétil pode ter diversas causas, desde psicogênicas à orgânicas.

No entanto, usualmente, essas causas estão relacionadas a uma condição ligada à uma disfunção do órgão sexual masculino.

Complicações

Apesar de não apresentar complicações diretamente relacionadas à disfunção erétil, o problema pode desencadear problemas de auto-estima e isolamento social. Porque os problemas de ereção, acabam resultando em dificuldade ou impossibilidade de penetração ou de manter a penetração até a completa satisfação.

Tratamento e prevenção

O tratamento é realizado de acordo com a origem da disfunção, e varia desde a terapia sexual, prescrição de medicamentos via oral ou injetáveis, até a cirurgia para colocação de próteses.

Procure um especialista

É importante reforçar a necessidade da visita periódica ao urologista. Ainda que você não identifique um problema ou anormalidades, não quer dizer que está livre dessas doenças. Por isso, é fundamental fazer consultas regulares com um urologista, a fim de identificar previamente, qualquer problema que não esteja sendo percebido.

 

Material escrito por:
- Urologista - CRM 8402 RQE 4270

  Graduação em Medicina pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC (1998) Residência Médica em Urologia pelo HGCR – Hospital Governador Celso Ramos, Florianópolis – SC...   Ver Lattes