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09 de setembro de 2018

É normal sentir ardência após a relação sexual?

É normal sentir ardência após a relação sexual?

Em determinados casos, sentir ardência após a relação sexual pode ser normal. Ou seja, em situações onde não há muita lubrificação, a fricção do ato sexual pode resultar em ardência ao final do sexo, por exemplo. Por isso, é fundamental que o momento de penetração seja antecedido por carícias e preliminares que estimulam a lubrificação e amenizam esse desconforto.

 

No entanto, essa ardência pode persistir após a relação sexual. Da mesma forma, dependendo do contexto, esse pode ser sinal de algum problema que merece maior atenção. Essa ardência pode estar relacionada à presença de alguma infecção, seja vaginal, peniana ou urinária, além de outras condições mais graves. Confira o que significa a ardência após a relação sexual.

O que significa sentir ardência após a relação sexual?

Conforme observamos, a ardência após a relação sexual pode ser considerada normal, em alguns casos. De uma forma geral, quando não apresenta problemas graves, esse desconforto pode ser em decorrência de:

 

  • consequência de muitas relações sexuais seguidas, que deixam a região mais ressecada;
  • falta de lubrificação dos órgãos genitais;
  • alergia a determinado sabonete;
  • alergia ao preservativo;
  • irritação causada pelo tecido das roupas íntimas.

Quando a ardência sinaliza algo sério?

Entretanto, algumas condições que favorecem ardência após a relação sexual podem estar sinalizando algo mais sério. Por isso, fora a ardência, se houver a presença de vermelhidão, corrimento com odor, coceira ou outra lesão genital, deve-se procurar imediatamente um médico especialista.

 

Dessa forma, é preciso estar atento a esses ou outros sintomas, já que as supostas lesões favorecem a entrada e a instalação de microorganismos dispostos a desencadear infecções de caráter mais grave, ou, ainda, facilitar o contágio de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

 

Assim, dentre as causas para a ardência após a relação sexual, a infecção urinária é a mais frequente. Por isso, é fundamental estar mais atento sobre essa condição tão comum nos adultos.

Fique atento à infecção urinária

Algumas condições podem ser bastante propícias para o aparecimento do quadro de infecção urinária. São elas:

 

  • alta frequência de relações sexuais;
  • histórico de infecções anteriores;
  • idade avançada;
  • pedra nos rins;
  • diabetes;
  • tendências genéticas;
  • complicações imunológicas.

 

Para as mulheres, há, ainda, outros fatores:

 

  • utilização do DIU (Dispositivo Intrauterino) como método contraceptivo;
  • após a menopausa, as probabilidades de infecção aumentam;
  • mudanças na composição da flora vaginal;
  • gravidez.

Diagnosticada a infecção urinária, o que acontece com o organismo?

A infecção urinária, geralmente, é causada por bactérias, fungos ou vírus. Primeiramente, a infecção se localiza na uretra e, depois, pode se agravar até a bexiga. A mais comum das infecções urinárias é a cistite, ocasionada pela bactéria Escherichia coli, que se encontra, inicialmente, no intestino. Normalmente, essa bactéria e outras serão eliminadas por meio da urina. No entanto, quando a urina é insuficiente, ou mesmo quando a proliferação bacteriana é muito rápida, a infecção urinária se instala.

Sintomas da infecção urinária

É importante ressaltar que os sintomas permanecem por um ou dois dias e, depois, podem voltar a aparecer nas mulheres, ao praticar outras relações sexuais, novamente. Além da queimação ao urinar, outros sinais podem persistir, como:

 

  • dor nas costas;
  • febre;
  • dor durante as relações sexuais;
  • necessidade de urinar com frequência;
  • sensação de bexiga cheia;
  • ardor na uretra;
  • pressão na pélvis;
  • urina de cor turva e odor forte;

Em casos mais graves, é possível encontrar sangue junto à urina.

Como tratar?

Ao identificar estes sintomas, procure imediatamente um médico urologista, já que o diagnóstico também pode sugerir alguma doença sexualmente transmissível. Provavelmente, o especialista irá indicar o uso de antibióticos orais, além de aconselhar algumas medidas importantes, como o aumento da ingestão de água, principalmente.

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